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Nutricional
Minerais

Sanitário
vacinas
Vermes e Vermífugos
Os riscos do homem
Manejo Geral
Os lotes
A identificação
A Tropa
Sinuelos
Pastos e Sub-Divisões
Vacas amojadas
Recém nascidos
Mamando
Desmame
Estresse da desmama
Desmame precoce
Recria
castração

Manejo reprodutivo

Reprodução
Fertilidade
Fecundação
Sanidade na reprodução
Cuidados com os machos
Cuidados com as fêmeas
Principais
enfermidades

Brucelose
Leptospirose
IBR-IPV
BVD
Trichomonose
Campilobacteriose
Estação Reprodutiva
Estação reprodutiva de novilhas
Estação reprodutiva
de vacas

Primíparas
Descanso pós parto
Descarte
Idade
A infertilidade e o aborto
Habilidade materna
Reposição de matrizes
Eficiência reprodutiva
Diagnóstico de
gestação
Comentários

Introdução Assistência
veterinária

Cursos de I.A.
Inseminador

Embalagens de sêmen
Pellets
Ampola
Minitubo
Palheta média Palheta fina

0
0

Manejo com o botijão
Distribuição de temperaturas no botijão

Ovários
Trompas uterinas
Útero
Cornos uterinos
Corpo uterino
Colo ou cérvix uterina Vagina
Vulva

Puberdade
Ciclo estral

Pré cio
Reconhecimento do cio
Cio
Momento ideal de inseminacaor
Pós cio
Anestro fisiológico
Anestro
Puerpério fisiológico
Hemorragia de metaestro
Cio de encabelamento
Cio silencioso
Gestação
Intervalo parto-concepção
Intervalo entre partos

Com palheta média, palheta fina ou minitubo
Com ampola


 

6.2.2. VERMES E VERMÍFUGOS

As verminoses (hóspedes nocivos) associadas à carência nutricional são os principais fatores de baixa produtividade e produção em um rebanho, inclusive de cria. Por isso, deve-se mantê-las sob controle nas diversas categorias.

Quando o proprietário descobre que o rebanho, ou parte dele foi infectado por vermes, significa que ele já está no prejuízo; seu “bolso” já estava sendo “sugado” pelos parasitas sem que ele se desse conta (arrobas de carne, quilos de lã, litros de leite, etc.). Também são chamados de inimigos que trabalham em silêncio. Localizam-se nos intestinos, pulmões, estômagos, fígado dentre outros e sugam destes órgãos os nutrientes que necessitam para sobreviverem e se reproduzirem.

A verminose é uma doença parasitária que afeta também os bovinos, competindo com o animal por minerais e outros nutrientes, ocasionando emagrecimento, olhos lacrimejantes, papeira, barriga estufada, anemia, pelos arrepiados e sem brilho, pele seca, diarréias, edemas, falta de apetite. Prejudica o crescimento e dependendo da intensidade, pode levar à morte.

Parasitas externos (ecto-parasitas) também são formas de prejuízo. Dentre estes os que mais preocupam a pecuária são a mosca do chifre e o carrapato e o berne, uma vez que causam anemia, transmitem enfermidades, causam irritações na pele, etc. e que também devem ser amplamente combatidos com banhos e aplicações de medicamentos de forma periódica procurando evitar maiores perdas.

A verminose pode acontecer sem a exteriorização destes sintomas, no entanto o crescimento e o desenvolvimento são prejudicados, ocorrendo a queda de produção reduzindo o rendimento do criador. Esta diferença pode chegar a 30-40 Kg de carne quando do abate. O combate exige medicação preventiva em épocas estratégicas.

É comum dizer que tudo vai depender do manejo, uma vez que apenas 5 a 10% dos vermes encontram-se no animal, e o restante está no pasto, que deve ser cuidadosamente manejado.

A criação deve ser trabalhada de tal forma que o pasto seja alimento e não o disseminador de vermes.

A verminose é particularmente violenta no começo e em meados do ano, onde condições de umidade e de temperatura fazem com que alguns vermes se desenvolvam mais no verão, e outros, mais no inverno.

Durante o desenvolvimento e depois que se tornam adultos, os vermes causam ferimentos e inflamações nos órgãos onde se instalam. De tempos em tempos, mudam de lugares alterando as estruturas dos órgãos, causando desequilíbrio no processo de digestão: os animais passam a não absorver os nutrientes, comprometendo, assim, o desenvolvimento.

Em outros lugares, que não o trato digestivo, os vermes também causam lesões que podem evoluir destruindo os tecidos, podendo levar à morte direta ou indiretamente, através de contaminação secundária.

Em regiões de clima tropical, como no Brasil, a temperatura média anual é ótima para a sobrevivência e o desenvolvimento dos ovos e larvas no pasto. Já em regiões onde ocorrem estiagens (seca), a sobrevivência e o desenvolvimento dos ovos e larvas ficam prejudicados. O controle deve ser estratégico e preferencialmente preventivo, sendo seus efeitos notados apenas a médio e longo prazo.

A quantidade de vermífugos à disposição do criador é muito grande. O principal fator limitante de seu uso mais correto é o de vermes terem capacidade de desenvolver resistência, principalmente em propriedades em que o mau uso de vermífugos tem sido uma constante (sub-dosagens ou excesso de aplicações).

Economizar em vermífugo, pode sair mais caro para o pecuarista. Isto não quer dizer que devemos usar de forma indiscriminada, mas respeitando as dosagens indicadas (evitar doses inferiores). Seu uso deve ser racional e orientado pelo Médico Veterinário.

Quando o critério para administrar as doses for peso do animal, devemos dividir em grupos por faixa etária e tomar por base o maior exemplar de cada grupo e então, aplicar o medicamento a todos daquele grupo, usando a dose recomendada ao mais pesado. Para sistemas intensivos de criação os cuidados devem ser redobrados, onde há animais estabulados ou semi-confinados, ocorrendo maior risco de contaminação, dada a maior proximidade e o menor controle de higiene.

Deve-se evitar o uso de vermífugos ou vermicídas em animais lactantes se o leite produzido for destinado ao consumo humano.

Jamais deve-se jogar esterco (sem prévio tratamento) em pastagens ou hortas, uma vez que as fezes contém ovos e larvas de parasitas. Alguns dias sob lona plástica preta, bem vedada, são suficientes para impedir a sobrevivência de agentes patogênicos.

Baseado nestas conclusões, pode-se estabelecer um plano de vermifugação para todo o rebanho como por exemplo:

Para as criações extensivas voltadas a produção de carne, devemos tratar todo o lote, dando principal atenção à animais da desmama a 30 meses.

Devemos lembrar que animais alimentados adequadamente, quando contraem vermes, respondem melhor, imunologicamente, do que aqueles com alimentação deficiente (subnutridos).

O melhor controle tem sido usado no período seco do ano, onde o sucesso das vermifugações está baseado no fato dos animais estarem ingerindo pouca quantidade de larvas. A vermifugação neste período elimina os vermes que estão no animal.

No período seco recomenda-se três aplicações, sendo:

A 1ª no início da seca: que remove os vermes acumulados no período chuvoso.

Uma 2ª em meados da seca: elimina os vermes que sobreviveram à primeira aplicação e os adquiridos até então.

E a 3ª no final da seca: visa eliminar os vermes restantes, prevenindo para que estes não sejam a fonte de contaminação dos pastos no período chuvoso, com ovos e larvas da população sobrevivente e que poderiam atingir níveis altos em pouco tempo.

Além de limpar a pastagem na melhor ocasião, as vermifugações no período seco visam atingir os vermes pulmonares, que, por preferirem temperaturas mais baixas para seu desenvolvimento, se instalam nos animais mais enfraquecidos pela falta de alimentos de qualidade e quantidade, passando a causar doenças.

Uma 4ª em meados das chuvas: recomenda-se apenas uma aplicação devido ao fato das condições de sobrevivência e desenvolvimento dos ovos e larvas serem muito favoráveis pela umidade e o calor.

Não devemos esquecer que as estratégias de vermifugação vão depender de vários fatores como a raça, idade, lotação, tipo de exploração, habitat, índice pluviométrico, etc..., e que as medidas profiláticas mais aconselháveis devem ser definidas após consulta ao Veterinário.

Os animais jovens são os mais suscetíveis às verminoses, assim como os das raças de sangue europeu, o que significa maiores cuidados. Assim, gado destinado a corte e gado leiteiro devem ter tratamentos também diferenciados, mas basicamente com os mesmos princípios.

Devido ao clima tropical predominar em nosso país, permitindo a sobrevivência e o desenvolvimento de vermes nas pastagens o ano todo, não tem efeito, praticamente nenhum, o uso de apenas duas vermifugações ao ano.

O mais correto, diante destas situações, seria o uso de vermífugos a cada 28 dias, interrompendo, de forma decisiva, o ciclo dos vermes (inviável).

Vermifugar de forma correta dá retorno em termos de desenvolvimento e saúde animal. Porém, economicamente, deve-se avaliar a que categoria de animais e a que se destinam, para só então definir a melhor estratégia.

Não podemos esquecer que animais jovens têm seu desenvolvimento retardado quando está infectado. Assim, a maior atenção deve ser dada aos animais em crescimento (da desmama aos 30 meses), pois são os que mais sofrem com as verminoses, enquanto que os animais adultos são mais resistentes.

Novilhas que são desverminadas mensalmente atingem menor idade ao primeiro parto, com diferença de até um ano, ficando fácil de compreender esta vantagem quando se trata de mais uma cria e, a produção de leite de uma lactação inteira.

Machos são abatidos precocemente, quando utilizados intervalos curtos de vermifugações, diminuindo em muito, o tempo ao abate.

A vermifugação adequada é aquela feita com base em exame laboratorial de fezes, que determina o tipo de produto a ser aplicado, a época e faixa etária mais conveniente. Devemos lembrar que o nível inicial de contaminação da pastagem determina a gravidade da infecção. Infelizmente, isso raramente é feito.

O produto mais caro será, às vezes, o mais barato, quando convertido em dose por animal e o resultado a que ele se destina. O criador deve comprar também produto e não apenas “preço” (usar o correto).

O uso de doses maiores traz o desperdício de dinheiro, assim como o uso de doses menores (sub-doses) pode fazer com que os agentes infectantes adquiram resistência, ao vermífugo utilizado (povoando pastagens com larvas de vermes resistentes aquele vermífugo), passando a não ser eliminados totalmente nem nesta e nem quando de uma próxima aplicação (vermifugação). Esta é a grande preocupação com uso indiscriminado de vermífugos e vermicidas para o combate de endo e ecto parasitas. 

A introdução de animais de outras regiões deve ser levada em conta devido a prática (rotina) da aplicação e a incidência de agentes infectantes diferentes.

O fato de dizer que determinado produto foi aplicado, não significa que tenha sido aplicado de forma correta, na dose e no local certo. Por isso, é necessário o acompanhamento do Veterinário e até mesmo a aplicação por Veterinário, pois é comum que os “senhores aplicadores” o façam de forma incorreta, onde se observa aplicações em locais errados, refluxo do medicamento após a aplicação, a tradicional retirada de ar das seringas onde se observa o desperdício de medicamentos, etc.. Sem falar que o correto seria a troca de agulha a cada aplicação (ou pelo menos a cada 25 animais), seguida de esterilização da mesma. Onde isto é feito? Hoje, fazenda é uma empresa. E amanhã, o que será? Voltemos ao assunto.

Os vermífugos devem ser usados sempre intercalando princípios ativos diferentes a cada aplicação (observar que não basta apenas trocar de nome comercial do produto, mas sim a sua formulação).

O uso de vermífugos de longa ação e amplo espectro (atuam sobre diferentes espécies de parasitas) trouxe aos criadores e às criações uma condição de manejo mais tranqüila, onde as dificuldades de constantes vermifugações e o desgaste do manejo de mangueiro (curral), trazem muitos prejuízos e perdas.

A via de aplicação mais usada para o controle de endo e ecto parasitas é a via subcutânea (em baixo do couro), descrita anteriormente.

Algumas dicas de interesse:

- Realizar exame de fezes, antes de vermifugar.

- Realizar exame laboratorial que detecta quais seriam os princípios ativos recomendados para combater os agentes patogênicos específicos de cada lote (rebanho, propriedade).

- O controle escrito das vermifugações deve ser feito, de forma completa.

- Após a medicação deixar os animais presos no mangueiro por 12 horas, se forem conduzidos para pastos diferentes do de origem.

- Não manter em uma mesma área, grande quantidade de animais, pois isto favorece o aumento da contaminação. O ideal é uma lotação equilibrada.

- Ler cuidadosamente o rótulo dos produtos antes de fazer uso, verificando o período de carência para o consumo do leite e da carne, assim como, data de fabricação e prazo de validade.

- Fazer rotação de espécies animais de modo a colocar no pasto apenas bovinos ou eqüinos adultos, e somente depois ovinos por serem mais suscetíveis.

- Fazer rotação de culturas, onde as arações e gradeações eliminam as larvas.

- Não introduzir animais na propriedade sem previamente medicá-los.

- Vermifugar vacas prenhas antes do parto.

- Animais de terminação: vermifugar antes de entrar na pastagem destinada para engorda ou confinamento.

- Todos os animais: vermifugar dois dias antes de mudar de pastagens.

- A eficiência é a mesma do medicamento oral, injetável ou pour-on.

- Em pastagens novas, colocar somente animais já vermifugados.

- Administrar sempre a dose recomendada.

- Manter animais separados em pastos por faixa etária.

- Vermifugar todos, não apenas os magros.

- Usar vermífugos de largo espectro (que atuam na maioria das espécies de vermes).

- Usar vermífugos de longa ação como forma estratégica.

- Os endo e ecto parasiticidas são a principal arma de controle aos parasitas internos e externos, mas devem ser usados estrategicamente em épocas adequadas e com outras ações paralelas.

- A vedação de piquetes por 40-50 dias em épocas estratégicas é uma forma natural de controle, uma vez que sem hospedeiros nem alimento as larvas morrem.

- Transportar e manter os produtos de acordo com as exigências dos laboratórios fabricantes.

- Consulte o Médico Veterinário antes de tomar qualquer providência quanto ao assunto.