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Nutricional
Minerais

Sanitário
vacinas
Vermes e Vermífugos
Os riscos do homem
Manejo Geral
Os lotes
A identificação
A Tropa
Sinuelos
Pastos e Sub-Divisões
Vacas amojadas
Recém nascidos
Mamando
Desmame
Estresse da desmama
Desmame precoce
Recria
castração
Manejo reprodutivo

Reprodução
Fertilidade
Fecundação
Sanidade na reprodução
Cuidados com os machos
Cuidados com as fêmeas
Principais
enfermidades

Brucelose
Leptospirose
IBR-IPV
BVD
Trichomonose
Campilobacteriose
Estação Reprodutiva
Estação reprodutiva de novilhas
Estação reprodutiva
de vacas

Primíparas
Descanso pós parto
Descarte
Idade
A infertilidade e o aborto
Habilidade materna
Reposição de matrizes
Eficiência reprodutiva
Diagnóstico de
gestação

Comentários

Introdução Assistência
veterinária

Cursos de I.A.
Inseminador

Embalagens de sêmen
Pellets
Ampola
Minitubo
Palheta média Palheta fina

0
0

Manejo com o botijão
Distribuição de temperaturas no botijão

Ovários
Trompas uterinas
Útero
Cornos uterinos
Corpo uterino
Colo ou cérvix uterina Vagina
Vulva

Puberdade
Ciclo estral

Pré cio
Reconhecimento do cio
Cio
Momento ideal de inseminacaor
Pós cio
Anestro fisiológico
Anestro
Puerpério fisiológico
Hemorragia de metaestro
Cio de encabelamento
Cio silencioso
Gestação
Intervalo parto-concepção
Intervalo entre partos

Com palheta média, palheta fina ou minitubo
Com ampola


 

8. SÊMEN

foto24.jpg (15615 bytes)É muito fácil compreender que de nada valem um bom manejo, uma boa assistência técnica, um inseminacaodor competente, se o sêmen aplicado não for de boa qualidade fecundante. É muito importante que se conheça a procedência deste sêmen, e que independente da origem, antes de iniciar qualquer estação de Inseminação Artificial, uma análise de sêmen deve ser feita por profissional competente. O sêmen constitui item de suma importância na Inseminação Artificial.

O conjunto de elementos que vem embalado de diversas formas para uso, que é comumente chamado de sêmen, está formado por:

Elementos figurados:

- espermatozóide

- células diversas

Elemento não figurados;

- água

- substâncias orgânicas

- sulfato

- fosfato

- açúcares

- etc.

O espermatozóide, a grosso modo, é assim formado:

- Cabeça: em forma de pêra, contendo núcleo.

- Colo: forma a região central.

- Cauda: com função propulsora (movimento).

Características do sêmen:

- Volume: varia de acordo com a raça, regime alimentar, regime sexual, idade, indivíduo, etc. Aproximadamente de 0,5 a 15 ml ( média 4ml).

- Cor: geralmente o branco- marmóreo, podendo variar com a qualidade, misturas ( sangue, pús, etc.).

- Aspecto: geralmente cremoso ou leitoso, podendo variar com idade etc...

- Odor: característico.

O sêmen envasado nas grandes centrais de congelamento passa por criteriosas avaliações através de alta tecnologia. São realizadas inúmeras provas antes e depois do descongelamento, tais como:

- PH .

- Volume.

- Concentração.

- Turbilhonamento.

- Vigor.

- Motilidade.

- Integridade do acrossoma.

- Termoresistência.

- Bacteriologia.

- Exames morfológicos.

- Rotulagem.

- Envasamento.

Sua comercialização somente deve ocorrer após a completa realização destes testes, o que nos garante um produto de boa qualidade, para obtermos bons índices reprodutivos.

A sexagem do sêmen (através de técnica laboratorial onde se pode separar somente espermatozóides para a produção de machos ou fêmeas; ainda em estudo avançado) estará presente em muitos rebanhos, proporcionando ainda mais benefícios aos usuários da Inseminação Artificial.

8.1. EMBALAGENS DE SÊMEN

Vários foram os tipos de embalagens utilizadas para o acondicionamento de sêmen bovino, cabendo-nos citar algumas.

8.1.1. PELLETS:

Com formato de gota achatada, do tamanho de um grão de feijão, que precisa ser diluída em meio especial no momento de seu uso.

Apresenta muitas desvantagens, mas a principal delas é que não se pode identificar de que animal é o referido sêmen, sendo por esta razão proibida a sua comercialização.

Além disso existem muitos riscos de contaminação durante sua manipulação, o que limita o seu uso.

8.1.2. AMPOLA:

São embalagens de vidro neutro com volume igual a 0,8cc.

É um termo consagrado, e foi amplamente utilizada tanto que costuma-se dizer até hoje que "tenho tantas ampolas de sêmen...", quando na realidade quer dizer "doses" de sêmen.

Ainda hoje existe muito sêmen armazenado em ampolas.

É bom lembrar que a genética também evolui, portanto o mérito genético deste sêmen já pode ter sido superado para esta ou aquela característica.

8.1.3. MINITUBO:

São tubos plásticos com capacidade de 0,3cc de sêmen. Foi muito utilizada no Brasil, mas com pouca aceitação e logo desprezada dando lugar a novas embalagens, tais como a palheta fina e a palheta média.

8.1.4. PALHETA MÉDIA

Lançada com muito sucesso, substituindo as ampolas, é hoje mundialmente utilizada em função das suas várias vantagens apresentadas sobre os demais tipos de embalagens.

É um canudo plástico de composição especial, com 133 mm de comprimento, 2,8 mm de diâmetro, com volume de 0,54cc. de sêmen. Apresentada em diversas cores, possibilita a identificação e/ou raça do reprodutor.

Esse tipo de embalagem apresenta vantagens na industrialização do sêmen permitindo um sensível aumento na produção.

Sua identificação ou rotulagem, assim como o seu fechamento podem ser perfeitos. Uma de suas extremidades é fechada com algodão hidrófobo especial e com talco polivinílico que se gelatiniza formando uma bucha no momento em que o sêmen é aspirado para o interior da embalagem. A outra extremidade é fechada pelo processo de ultra-som (esmagamento por vibrações).

Outra vantagem da palheta média é com relação à estocagem, que é sensivelmente aumentada quando comparada com ampolas, por exemplo. Porém, sua maior vantagem, motivo de sua aceitação, está na facilidade de utilização (juntamente com a palheta fina), extremamente simplificada em comparação com outros tipos de embalagens.

Seu uso tem risco de acidentes praticamente zero, em razão do material plástico utilizado.

O aproveitamento da dose de sêmen no momento da Inseminação Artificial é total, além de sua assepsia, o material fecundante sai direto da palheta média para o interior dos órgãos genitais da vaca.

Sua vantagem de utilização só é superada pela palheta fina.

8.1.5. PALHETA FINA:

Embalagem plástica com capacidade para 0,25cc de sêmen, é amplamente utilizada em outros países.

No Brasil é pouco utilizada mas, pela evolução dos métodos de diluição, congelamento e descongelamento, assim como constantes trabalhos a nível de laboratório e campo, além de sua maior capacidade de armazenamento e descongelamento mais uniformes, acredita-se que num futuro bem próximo, a grande maioria do sêmen será envasado em palheta fina.

Há necessidade de maior cuidado com seu manuseio, uma vez que descongela bem mais rápido.