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Nutricional
Minerais

Sanitário
vacinas
Vermes e Vermífugos
Os riscos do homem
Manejo Geral
Os lotes
A identificação
A Tropa
Sinuelos
Pastos e Sub-Divisões
Vacas amojadas
Recém nascidos
Mamando
Desmame
Estresse da desmama
Desmame precoce
Recria
castração
Manejo reprodutivo

Reprodução
Fertilidade
Fecundação
Sanidade na reprodução
Cuidados com os machos
Cuidados com as fêmeas
Principais
enfermidades

Brucelose
Leptospirose
IBR-IPV
BVD
Trichomonose
Campilobacteriose
Estação Reprodutiva
Estação reprodutiva de novilhas
Estação reprodutiva
de vacas

Primíparas
Descanso pós parto
Descarte
Idade
A infertilidade e o aborto
Habilidade materna
Reposição de matrizes
Eficiência reprodutiva
Diagnóstico de
gestação

Comentários

Introdução Assistência
veterinária

Cursos de I.A.
Inseminador

Embalagens de sêmen
Pellets
Ampola
Minitubo
Palheta média Palheta fina

0
0

Manejo com o botijão
Distribuição de temperaturas no botijão

Ovários
Trompas uterinas
Útero
Cornos uterinos
Corpo uterino
Colo ou cérvix uterina Vagina
Vulva

Puberdade
Ciclo estral

Pré cio
Reconhecimento do cio
Cio
Momento ideal de inseminacaor
Pós cio
Anestro fisiológico
Anestro
Puerpério fisiológico
Hemorragia de metaestro
Cio de encabelamento
Cio silencioso
Gestação
Intervalo parto-concepção
Intervalo entre partos

Com palheta média, palheta fina ou minitubo
Com ampola



6.3. MANEJO GERAL

6.3.1. OS LOTES

Para um bom manejo da fazenda é conveniente que os animais sejam separados em lotes de acordo com sua categoria, por exemplo: lotes de bezerros desmamados machos e fêmeas; novilhas, garrotes, bois, vacas paridas cheias e vazias, vacas solteiras cheias e vazias, vacas gestantes, vacas amojadas, touros, etc.

6.3.2. A IDENTIFICAÇÃO

Deve ser feita a identificação dos animais (a fogo, tatuagem, brincos, correntes, nitrogênio líquido, eletronicamente ou outro método qualquer) para que se possa ter controle de repetições de cio, data da prenhez, provável data do parto, observações quando da Inseminação Artificial, etc., tudo muito bem anotado em fichas.

Estas fichas constituem excelente instrumento de seleção, pois através delas identificaremos os animais produtivos e improdutivos.

Caberá ao inseminacaodor manter as fichas devidamente atualizadas.

Neste Livro você encontrará modelos de fichas que poderão ser adotados em sua propriedade.

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6.3.3. TROPA

Há necessidade de que a fazenda possua, principalmente em gado de corte, em criações extensivas, animais cavalares (ou muares) em quantidade e qualidade de serviço suficientes para atender o período da estação reprodutiva, uma vez que se faz necessário os chamados rodeios e apartes diários. O aparte, principalmente de novilhas, é difícil de ser realizado com "burros" (muares).

Esta abordagem é de fundamental importância e não pode ser esquecida quando das implantações de Inseminação Artificial.

6.3.4. SINUELOS

Em determinadas situações, o uso de sinuelos (gado manso como guia de animais xucros) se faz necessário para evitar correrias, dispersão e estresse dos animais.

6.3.5. PASTOS E SUBDIVISÕES

A divisão ou subdivisão de pastagens (pasto rotacionado), com ou sem cerca elétrica, proporciona maior aproveitamento do pasto, ou seja, racionaliza seu uso de forma a tirar maior proveito do potencial nutritivo de cada espécie, "amansando" o gado e facilitando o manejo e o retorno do desenvolvimento do capim.

Nunca é demais lembrar que, animais em reprodução, necessitam de altos valores nutricionais para atingirem os melhores resultados.

6.3.6. VACAS AMOJADAS

As vacas "amojadas"(próximas ao parto) deverão ficar em piquetes denominados maternidade com a finalidade de proporcionar assistência adequada tanto às fêmeas quanto aos bezerros, quando da parição, até que estes estejam em perfeitas condições(sadio e forte), o que ocorre normalmente por volta do segundo mês.

O estado nutricional da vaca no terço final da gestação é de suma importância, pois desta condição, vai depender um parto de forma sadia e fácil, com bastante leite ao bezerro, e uma rápida recuperação uterina, reduzindo, consequentemente o tempo de retorno ao primeiro cio fértil no pós-parto.

A reposição da condição corporal de animais mal nutridos, por ocasião do parto, além de ser onerosa, aumenta o intervalo entre partos, diminuindo a taxa de prenhes do rebanho.

6.3.7. RECÉM-NASCIDOS

A baixa taxa de natalidade é um dos principais problemas da criação extensiva de bovinos de corte, por isso a melhor época do ano para o nascimento de bezerros é durante o período seco, quando a incidência de parasitas e de outras doenças é menor.

Após o nascimento, verificar para que mamem (ou se mamaram) o colostro (principalmente nas primeiras 6 horas). O colostro é o alimento completo ao recém-nascido (com finalidade de alimentar, liberar o mecônio -primeiras feses- e transferir imunidade), mas por ocasiões diversas, como por exemplo a morte da mãe, uma medida prática pode ser adotada tentando "substituir" o colostro nas primeiras mamadas: misturando dois ovos (gema e clara), um pouco de óleo de cozinha, em um litro de leite e dar ao bezerro improvisando em uma mamadeira.

Proceder a "cura" do umbigo com medicamentos com ação desinfetante, cicatrizante e repelente.

O uso de medicamentos injetáveis de longa ação para a prevenção de bicheiras (miíases), combate a vermes e outras enfermidades tem demonstrado excelentes resultados como proteção para os primeiros dias de vida. Para determinar a percentagem de nascidos deve-se fazer a seguinte equação:


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6.3.8. MAMANDO

Bezerros mamando podem ter a sua disposição suplementos minerais, assim como rações específicas para animais em crescimento, fornecidas em sistemas de "creep-feeding" (cocho privativo onde somente o bezerro tem acesso). Este sistema de suplementação deve sempre estar próximo ao cocho de sal mineral das vacas e da água.

Tanto o cocho de sal quanto o bebedouro devem ser de pouca altura para que os bezerros possam ter acesso.

Há de lembrar que suplementar o bezerro e desmamá-lo mais pesado e sadio é muito mais econômico que suplementar a vaca, além de que um bezerro com diferencial positivo na desmama, permite que esta diferença permaneça por toda a vida exteriorizando o potencial individual, uma vez que 60% ou mais do desenvolvimento "entra pela boca".

Mas, o mais importante dentro deste assunto é a sua subjetividade, onde, com a suplementação do bezerro, conseguimos "liberar" a vaca mais cedo e em melhores condições nutricionais, com escore maior, resultando em menor intervalo entre parto e primeiro cio fértil, conseguindo, assim, um bezerro por ano.

Pode-se ainda, com a finalidade de inseminacaor mais cedo as vacas paridas, adotar o esquema de Chang (aleitamento interrompido por 48-72 horas) causando modificações hormonais na vaca de forma natural, para que a mesma manifeste sintomas de cio (pode aumentar em até 30% a taxa de concepção). Entretanto, sua eficácia dependerá da condição corporal da vaca. Não deve ser feito com crias muito jovens (menos de 40 dias), havendo ainda a necessidade destas permanecerem no mangueiro, com água e forragem à vontade, enquanto as mães pastam e descansam do lado de fora.

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6.3.9. DESMAME

Em gado de corte deve ser feito entre 6 e 8 meses. Em ocasiões muito especiais, este pode ser feito mais tardiamente ou antecipado (aconselhável com o uso de suplementação alimentar ao bezerro), sem causar prejuízo ao seu desenvolvimento. A idade de desmama vai depender, portanto, da disponibilidade de forragens e suplementação e da condição corporal da vaca.

O início da lactação (onde há maior exigência nutricional) deve coincidir com épocas de pastagens de boa qualidade. A desmama deve acontecer no início do período seco, onde ocorre a redução das exigências nutricionais das vacas.

Quando do desmame, devemos fazer uma avaliação das vacas no sentido de descartar aquelas que desmamaram os bezerros mais leves e que estão vazias (ou não), liberando pastagens para outras categorias de animais, mantendo aquelas que possuem maior "habilidade materna", ou seja, desmamam bezerros mais pesados.

Deve-se dar preferência ao desmame no final das estação das chuvas, início da estação seca, quando as pastagens são de melhor qualidade. Desta forma com estação de monta de Outubro/Novembro a Janeiro, a desmama aconteceria entre Janeiro/Fevereiro a Abril/Maio ( geralmente início da seca) do ano seguinte.

Pode não parecer esta ser a melhor época, mas com a utilização de pastos reservados e/ou suplementação alimentar aos bezerros, pode ocorrer a manutenção de peso e até mesmo algum ganho durante o período seco.

A permanência de algumas vacas chamadas "madrinhas", junto ao lote de bezerros desmamados, é sempre aconselhável.

6.3.10. ESTRESSE DA DESMAMA

Devemos lembrar que, independente da forma de desmama, ocorre o estresse. O estresse é causado basicamente pelo efeito cumulativo dos componentes emocional (onde o longo tempo de proteção e afeto estabelecem um vínculo duradouro entre a cria e a mãe, e que a desmama interrompe, geralmente, de forma brusca este convívio, demorando a se ajustar a nova situação) e nutricional (onde é privado do leite, geralmente pouco, mas é a base de sua alimentação sendo de alta digestibilidade), e em seguida, submetido a um pasto normalmente amadurecido, pobre em qualidade e com reduzida digestibilidade.

Como conseqüência do estresse de desmama, geralmente ocorre atraso no desenvolvimento, além do animal ficar mais suscetível a doenças e parasitoses.

A permanência de algumas vacas chamadas "madrinhas" (formando as creches), junto ao lote de bezerros desmamados, é sempre aconselhável como forma de diminuir o estresse.

A suplementação alimentar, a utilização de pastos reservados, e o "amadrinhamento" junto a outros animais adultos são medidas indispensáveis para não agravar o quadro.

O controle de ecto e endo parasitas assim como vacinações preventivas, devem ser realizados de forma menos estressante possível.

Para determinar a percentagem de desmama deve-se proceder da seguinte forma:

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Em criações extensivas, para identificar a idade dos animais é comum a utilização da marca a fogo, geralmente próximo a desmama, da idade dos animais, sendo a cara o local utilizado para o ano (carimbo do ano). Em outras situações a marcação é feita na paleta, onde em cima é marcado o mês e, logo abaixo, o ano de nascimento.

Vantagens da desmama precoce:

Em situações de escassez de forragem e deficiência nutricional, a desmama precoce reduz o estresse da lactação, como também os requerimentos nutricionais da vaca, antecipando assim, o restabelecimento do desempenho reprodutivo. Vacas secas requerem 40 a 60% menos forragem do que vacas lactantes.

Como a lactação tem prioridade por nutrientes, em relação ao ciclo estral, a separação do bezerro 3 meses após seu nascimento permite que a desmama ocorra ainda dentro da estação de monta, aumentando, assim, as chances de concepção.

Contudo, o desenvolvimento dos bezerros pode ser prejudicado se estes estiverem muito leves, na proporção de cada raça, e se não receberem suplementação alimentar até pelo menos 2 meses após a desmama.

Para isso pode-se fazer uso dos chamados creep-feeding (cocho privativo- com ração especial, com acesso somente aos bezerros), por meio dos quais os bezerros acostumam-se a ingerir alimentos sólidos ou líquidos antes da desmama (apartir de 30 dias de vida) associados aos creep-grazing (pasto privativo de elevado valor nutritivo, pequeno porte e com acesso somente aos bezerros, ex: milheto, aveia, etc.).

6.3.11. DESMAME PRECOCE

O estresse da amamentação sofrido pela vaca é o principal fator do baixo desempenho reprodutivo na pecuária de corte e está relacionado à deficiência nutricional e a intensidade de amamentação. Para maior eficiência, a desmama precoce deve ocorrer dentro da estação de monta, possibilitando a reconcepção imediata.

Esta prática visa poupar a vaca sem prejudicar o desenvolvimento do bezerro. É recomendada para períodos de escassez de forragem e, principalmente, para novilhas de primeira cria, quando a condição corporal é baixa.

Para bezerros desmamados aos 3-4 meses de idade, obviamente há necessidade de suplementar e, para tal, a mistura vai depender da disponibilidade dos ingredientes, que devem possuir baixo nível de fibra, de 18 a 20% de proteína bruta e conter 3 a 5% de uma boa mistura mineral (vai depender do consumo), além de um palatabilizante (melaço, por exemplo de 5 a 10%).

Ainda pode ser composta apenas de milho, proteína bruta (farelo de soja de 20 a 22% ou uréia de 2 a 3%)e minerais.

Outros produtos estimulantes da flora ruminal, estimulantes do apetite, leite em pó, etc. podem ser usados observando sempre a relação custo x benefício. Além do concentrado, os bezerros devem ter acesso a um bom volumoso (pastagem de boa qualidade).

O desmame pode ser realizado utilizando o mangueiro para separar os bezerros nos primeiros dias enquanto as mães permanecem em mangas próximas para dar mais tranqüilidade aos bezerros. Se não houver esta condição de proximidade, bezerros e mães devem ser afastados o mais distante possível, para que não tenham, entre si, o menor contato visual ou auditivo.

Se a propriedade possui número suficiente de piquetes, a desmama pode ser realizada em piquetes adjacentes, onde bezerros e vacas parecem ficar mais calmos, pastando com tranqüilidade. Os piquetes devem ser protegidos contra ventos e providos de sombra.

É bom lembrar que as cercas, para a realização do desmame, devem estar em perfeitas condições (ex: 8 fios bem esticados), construídas de tal forma que evitem possíveis mamadas.

O desmame antecipado libera a vaca mais cedo, o que é um bom indicativo para o retorno a condição corporal ideal (5 acima), para melhores índices na Inseminação Artificial e também para aguardar o momento do parto.

O desmame ainda pode ser feito "em cima do caminhão", deslocando os bezerros para outra propriedade, por exemplo.

A permanência de algumas vacas chamadas "madrinhas", junto ao lote de bezerros desmamados, é sempre aconselhável.

6.3.12. RECRIA

Machos e fêmeas de raças zebuínas podem ser recriados juntos até atingirem o primeiro ano. Nas raças taurinas e seus cruzamentos com zebuínos, o ideal seria que o aparte fosse efetuado após a desmama, pois, por serem mais precoces, e dependendo do sistema de alimentação, eles atingem a maturidade sexual mais cedo do que os zebuínos.

6.3.13. CASTRAÇÃO

Assunto muito polêmico (castrar ou não), quanto à época e o método a ser aplicado a machos e fêmeas ("castração" ou uso de D.I.U. - Dispositivo intra uterino) destinados ao abate, principalmente com a introdução dos programas de cruzamento que envolve uma infinidade de raças, uma vez que cada uma delas tem um tempo diferente para o seu desenvolvimento. A "castração" depende também do tipo de exploração pecuária, associado ao interesse particular de cada criador ou associação de raças. A castração de machos normalmente ocorre na seca onde a incidência de moscas e outros insetos ou parasitas é menor.

Para tanto, o criador deve procurar o Veterinário para saber a melhor época, em cada região, em cada raça ou cruzamento.

Independente destas condições, há necessidade do animal estar em perfeita saúde, não podendo estar debilitado, para ser submetido a este manejo. Condições de higiene devem ser atendidas para evitar perdas e aumentar o manejo.

Com o advento de novos medicamentos de amplo espectro e longa ação, tornou-se possível efetuar a prática de castração, sem maiores prejuízos e em qualquer época, uma vez que estes produtos protegem os animais por maior período de tempo.