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Nutricional
Minerais

Sanitário
vacinas
Vermes e Vermífugos
Os riscos do homem
Manejo Geral
Os lotes
A identificação
A Tropa
Sinuelos
Pastos e Sub-Divisões
Vacas amojadas
Recém nascidos
Mamando
Desmame
Estresse da desmama
Desmame precoce
Recria
castração
Manejo reprodutivo

Reprodução
Fertilidade
Fecundação
Sanidade na reprodução
Cuidados com os machos
Cuidados com as fêmeas
Principais
enfermidades

Brucelose
Leptospirose
IBR-IPV
BVD
Trichomonose
Campilobacteriose
Estação Reprodutiva
Estação reprodutiva de novilhas
Estação reprodutiva
de vacas

Primíparas
Descanso pós parto
Descarte
Idade
A infertilidade e o aborto
Habilidade materna
Reposição de matrizes
Eficiência reprodutiva
Diagnóstico de
gestação

Comentários

Introdução Assistência
veterinária

Cursos de I.A.
Inseminador

Embalagens de sêmen
Pellets
Ampola
Minitubo
Palheta média Palheta fina

0
0

Manejo com o botijão
Distribuição de temperaturas no botijão

Ovários
Trompas uterinas
Útero
Cornos uterinos
Corpo uterino
Colo ou cérvix uterina Vagina
Vulva

Puberdade
Ciclo estral

Pré cio
Reconhecimento do cio
Cio
Momento ideal de inseminacaor
Pós cio
Anestro fisiológico
Anestro
Puerpério fisiológico
Hemorragia de metaestro
Cio de encabelamento
Cio silencioso
Gestação
Intervalo parto-concepção
Intervalo entre partos

Com palheta média, palheta fina ou minitubo
Com ampola


 

6. MANEJO

Manejo é um termo amplo que diz respeito a todas as atividades diariamente desenvolvidas com o rebanho.

6.1. NUTRICIONAL

Os distúrbios carenciais, devidos à insuficiente nutrição (incluindo minerais) dos animais, são responsáveis por perdas econômicas consideráveis, reduzindo a produção e a produtividade dos rebanhos.

Costumo dizer, a grosso modo, que a pecuária não tem dois segredos. Tanta é a importância que dou a nutrição, uma vez que altos índices nutritivos estão a disposição dos animais, significa normalmente que, os outros critérios à boa produtividade estão sendo atendidos.

"Nutrição adequada ao rebanho a ser inseminacaodo" significa dizer que os animais a serem submetidos ao programa de Inseminação Artificial devem estar em boas pastagens com subdivisões, suplementação mineral de boa qualidade e procedência, ministrada de preferência em cochos cobertos, aguadas de boa qualidade e fácil acesso, suplementação na época da seca (silos, fenos, etc.).

Não administrar uréia e seus derivados a animais em plena estação reprodutiva.

São condições que atendem não apenas às necessidades diárias básicas, como ainda para manter ou ganhar peso, produzir leite para desmamar um bezerro satisfatoriamente e, principalmente atingir índices nutricionais para manter as suas funções reprodutivas (último estágio da cadeia de necessidades). Portanto, animais destinados à estação reprodutiva, devem receber suplementação mineral de melhor qualidade, pelo menos 30 dias antes deste período (e também durante). Observar que; fêmeas em idade reprodutiva (vazias) que estão ganhando peso "entram em cio".

Animais com escore 5 (condição corporal, estado nutricional) ou acima, normalmente, atingem índices em torno de 85% a 95% de prenhes, e manifestam cio até 80 dias pós parto o que significa um bezerro por ano, enquanto que animais com escore 4 ou menor apenas atingem índices de 60% a 65% de prenhes e apenas 60% manifestam cio até 80 dias pós parto.

No Brasil central, basicamente o sistema de alimentação se divide em quatro fases distintas, onde a suplementação mineral e/ou fornecimento de alimentos estão diferenciadas. Temos de outubro a janeiro com abundância de chuvas e consequentemente de pastagens; de fevereiro a maio começa a decair a quantidade e a qualidade da matéria verde; junho a setembro com muita seca e restrição alimentar, onde o uso dos chamados "protéicos" alcançaram destaque merecido.

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6.1.1. MINERAIS

De um modo geral, os minerais estão envolvidos em quase todas vias metabólicas do organismo animal, com funções importantes na reprodução, no crescimento, no metabolismo energético entre outras tantas funções fisiológicas vitais não só para a manutenção da vida, como também para o aumento da produtividade do animal.

A suplementação mineral tem sido considerada por Médicos Veterinários e criadores como uma prática de manejo obrigatória para quem visa não só aumentar a produtividade dos rebanhos bovinos, como também não expor os animas às deficiências minerais.

Quando a deficiência mineral é suficientemente prolongada e severa, ela pode manifestar-se por sinais clínicos bastante evidentes, como perdas acentuadas de peso e problemas reprodutivos. Acrescenta-se ainda alterações ósseas e dentárias, visto que os elementos minerais, nestas estruturas, são neutralizados a tal ponto que elas perdem sua estrutura normalmente rígida, amolecendo, deformando-se ou quebrando-se com facilidade.

Os sintomas de deficiências minerais abrangem ainda uma grande variedade de manifestações, como por exemplo a anemia (que é um sintoma geral que caracteriza a deficiência de ferro e/ou cobre); as lesões na epiderme com despigmentação dos pêlos e quedas dos mesmos (que é um sintoma geral que caracteriza a deficiência de zinco); o "marasmo enzoótico", conhecido sob várias denominações (conforme a região do Brasil onde ocorre), onde também recebe os nomes de "peste de secar", "sablose", "mal do colete" que é uma deficiência de cobalto em ruminantes caracterizada por perda de apetite, pele e pelagem áspera, perda de peso e sérios problemas reprodutivos.

Dentro do contexto do manejo reprodutivo, a obrigatoriedade da suplementação mineral torna-se ainda mais evidente, tendo em vista basicamente dois fatores:

1º: As fazendas de cria estão se deslocando cada vez mais para solos mais pobres e;

2º: As vacas gestantes ou com bezerro ao pé são as categorias mais exigentes em minerais.

O fósforo na reprodução animal representa um elemento vital, motivo pelo qual é alvo de maior atenção na formulação de suplementos e rações.

Participa em torno de 1% do peso vivo do animal e podemos destacar como suas funções mais importantes:

- Na estrutura óssea e dos dentes, onde localizamos 80% deste elemento;

- Na reprodução para um normal desenvolvimento do ovário e da sua atividade;

- No crescimento, na forma de fosfoproteínas, presente no núcleo das células;

- Na engorda, sob a forma de fosfolipídeos, que permite liberação de energia e circulação das gorduras no organismo.

A fonte de fósforo mais utilizada no mundo para bovinos de corte é o Fosfato Bicálcico. Seu uso se deve basicamente por três fatores:

1º: "O fósforo presente no fosfato bicálcico é um dos principais responsáveis pelo vigor da flora microbiana do rúmen, que necessita deste mineral em grande quantidade."

2: "Na ausência de fósforo, há um enfraquecimento da flora microbiana do rúmen. Como conseqüência há uma diminuição da digestibilidade e do consumo de pastagens".

3: "A pouca riqueza em fósforo dos nossos solos e portanto, das nossas forrageiras, é um dos principais fatores responsáveis pela baixa produtividade dos nossos rebanhos".

É importante lembrar que o suplemento mineral deve conter também significativa proporção de microelementos, onde no caso específico de animais destinados a reprodução, deve haver um reforço extra dos micro elementos zinco, cobre, manganês e cromo, tendo em vista a estreita relação destes elementos com a fisiologia da reprodução. Por exemplo, o zinco, além de estimular a secreção láctea, previne o aparecimento de mastites (prevenção das infecções no úbere da vaca); o cobre, quando deficiente, prejudica a fertilidade dos bovinos. Nas áreas deficientes em cobre têm-se verificado fertilidade insatisfatória que melhora significativamente com a suplementação; O manganês, quando deficiente, pode provocar abortos, crias fracas e deformações neonatais em bezerros. Animais destinados para a reprodução tem seus requerimentos de manganês aumentados; e o cromo tem proporcionado melhoras no campo reprodutivo, com melhoras na fertilização e na obtenção de embriões viáveis quando se trabalhou com novilhas superovuladas.

O micromineral cromo passou a ser reconhecido como um elemento mineral essencial para bovinos de corte pelo NRC (National Research Council, 1996), onde a forma mais indicada, segundo o próprio NRC, para a suplementação de cromo aos bovinos é a forma orgânica, conhecida também como complexo de minerais orgânicos, ou quelatos de minerais. Tais compostos possuem algumas particularidades, sendo bem mais absorvido pelo organismo animal que as formas tradicionais (formas inorgânicas, como óxidos, sulfatos, carbonatos, etc.).

Os novos avanços na biotecnologia da nutrição animal tem permitido a oferta de micro minerais mais biodisponíveis e menos tóxicos que tem proporcionado incrementos significativos na produtividade animal, inclusive no campo da reprodução.

Entendemos por suplementação mineral correta aquela que preenche os seguintes requisitos:

A mistura final deve conter de 6 a 9% de fósforo de boa qualidade e livre de contaminantes;

Deve conter significativa proporção de microelementos que devem ser de alta disponibilidade e livres de efeitos tóxicos;

A mistura deve ser suficientemente palatável para consumo adequado ao requerimento animal;

A mistura deve ser tecnicamente equilibrada e bastante homogênea;

Estar disponível durante todo o ciclo de produção animal;

Bem distribuídas e bem manejadas através de cochos para suplementos minerais adequados

Marcos Sampaio Baruselli
Zootecnista da Tortuga
Pesquisa e Desenvolvimento
de Produtos para Bovinos de Corte.



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