REPAV Inseminação Artificial e Manejo Reprodutivo dos Bovinos

Guia de interpretação de provas de Touros Americanos e Canadenses

     

                   ALTA GENETICS - UMA EMPRESA GLOBAL

A Alta Genetics é uma importante fonte de melhoramento genético para o mundo. Para alcançar este estágio, programas de qualidade na seleção de touros e eficientes métodos de comercialização foram implantados e são melhorados continuamente.  Estamos em franca expansão no mercado internacional, estando presente em mais de 50 países ,através de nossos representantes .

 Um grande diferencial da empresa em todo o mundo é possuir  :

·        Genética superior dos Estados Unidos, Canadá e Europa;

·        Uma grande e confiável base de clientes que acredita na Alta Genetics como fornecedora de genética de ponta;

·      Uma rede de distribuição formada por pessoal treinado e dedicado;

·      Reputação de integridade;

·      Liderança constante no campo da biotecnologia.

 Hoje a Alta Genetics se prepara para o novo século, tendo a sua frente muitas oportunidades de novos mercados, aumento dos programas de cruzamento e inovações que estão diminuindo o intervalo necessário para o melhoramento genético.

 

A Alta Genetics tem a experiência, o talento e a infraestrutura necessária para maximizar estas oportunidades e aproveitar as que ainda estão por vir. Ao buscarmos nossos objetivos, continuamos firmes em nossa missão: auxiliar o produtor a atingir o lucro máximo através da melhor genética, com a melhor orientação técnica.

 

 

Histórico

 

ALTA NO MUNDO

A Alta Genetics, através de sua Divisão Western Breeders, iniciou suas operações em 1968 em Calgary, no estado de Alberta ( de onde advém o nome ALTA ) no Canadá e desde então está engajada no desenvolvimento de uma bateria superior de touros, na venda e exportação de sêmen de gado de corte e leite. Em março de 1995 adquirimos a Landmark Genetics,  tradicional empresa dos EUA, o que aumentou significativamente nossa presença no mercado Norte Americano e mundial, com sua rede de distribuidores em mais de 45 países.

A Landmark através de sua antecessora, Carnation Genetics, foi estabelecida em 1965. Ela agora opera como Alta Genetics USA  tendo seu centro produtor e distribuidor em Watertown, no Estado de Wisconsin. A sua rede de vendas, através de funcionários e representantes, distribui sêmen em todos os 50 Estados Americanos. A empresa está em plena expansão, sendo esperados aumentos contínuos nos próximos anos, despontando cada  vez  mais como  uma das mais  importantes empresas de sêmen do  mundo.

      Em 1996 foi fundada a Central de coleta da Alta Genetics na Holanda, denominada Alta Pon em parceria com o empresário holandês Wijnand Pon, que entre suas inúmeras atividades possui fazendas na Inglaterra, Holanda, Alemanha e Canadá. O objetivo era usar a linha de seleção da Alta Genetics com enfoque para proteína e gordura, atendendo a demanda do mercado europeu.

      A Alta Pon juntamente com as demais Centrais de coleta nos Estados Unidos e Canadá, fortaleceram ainda mais a estrutura da Alta Genetics mundial.

A empresa é uma das líderes no suprimento de touros provados, tanto para o mercado Norte Americano como no mercado internacional, com uma excelente bateria de touros superiores. Destaca-se na raça Holandesa, touros como Bellwood, Luke, Mandel e Astre, Leduc, Marty, Shark, Hershel : na raca Pardo-Suiço Denmark e Fair dentro do Jersey . O nosso objetivo com o programa de provas de touros jovens é manter uma continuidade na produção de novos touros líderes.

A Alta Genetics é hoje o maior produtor e distribuidor de sêmen de corte do Canadá, oferecendo sêmen de mais de 200 touros, sendo 80% nas principais raças: Simental, Limousin, Angus, Charolês e Hereford. Destacam-se touros como Connealy Freightliner,Make My Day, Sandstone e Connealy Venture.

No ano de 2000, 100% das ações da Alta foram compradas pelo empresário holandês Wijnand Pon, desta forma a Alta passou de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de Toronto, à empresa privada. Esta aquisição trouxe maior agilidade nas tomadas de decisões além de um investimento nos programas de seleção de touros.

Em 2001 a Alta adquiriu a Network, uma central americana localizada na Califórnia. Foram comprados todos os touros holandeses, bem como assumiu a franquia de touros Jersey do grupo Network. Esta aquisição é um ótimo complemento à bateria de touros da Alta, visto que a Network possui vários touros Holandeses e Jersey entre os 100 melhores touros americanos.

Em termos internacionais a empresa vem distribuindo sêmen de animais superiores nos cinco continentes por mais de vinte anos, tendo suas progênies sempre alcançado resultados de destaque em exposições e provas.

     ALTA NO BRASIL               

No Brasil, a atuação comercial da empresa começou através de uma representação que foi incorporada em Dezembro de 1995 a partir de quando se iniciaram oficialmente as atividades da Alta Genetics do Brasil, já com um planejamento de conquista mercadológico a longo prazo.

Uma empresa de inseminacaoção artificial no Brasil tem que atingir todo o território nacional, de forma a poder atender todas as categorias de criadores, nas suas mais diversas raças, para poder apresentar resultados positivos. Com a Alta não foi diferente e o ano de 1996 serviu principalmente para a estruturação da equipe de vendas, envolvendo a montagem e contratação de escritórios de representação e vendedores, bem como o treinamento do pessoal, o que propiciou um aumento excepcional nas vendas.

 

Apesar desse crescimento, o ano de 1997 apresentou um aumento de 250% no volume de vendas, quando comparado ao ano anterior, motivado pela, mudança da sede de Porto Alegre para prédio próprio em Uberaba, o que, pela excelente localização, próxima ao principal mercado consumidor, permitiu um melhor atendimento aos clientes bem como a redução de custos; e reestruturação da parte Administrativa.

Em 1998  a Alta Genetics Brasil terminou o ano com o 3° lugar geral em venda de sêmen e 2° lugar em sêmen importado, estando apenas 4.000 doses atrás do 1° colocado.

Nesse aspecto as perspectivas são bastante promissoras. Nos países mais desenvolvidos a média de gado inseminacaodo é superior a 70% enquanto no Brasil tal número não ultrapassa 5% o que significa campo para uma aumento de 1300% no mercado total. Essa perspectiva realça o Brasil, hoje, como o mercado mais promissor do mundo o que justifica o aumento do faturamento ocorrido, bem como nos dá a certeza de podermos atingir as previsões para o futuro.

 

Estrutura de Vendas -  Atualmente a Alta conta com uma estrutura de vendas composta de 38 escritórios regionais, com mais de 200 vendedores cobrindo o Brasil todo, gerenciados por 4 Distritais, com plano de melhoria contínua.

Mercado  - Devido ao fato da Alta Genetics Inc comercializar sêmen de reprodutores europeus (corte e leite), e o mercado no Brasil de sêmen de reprodutores Zebuinos ser muito grande, a Alta Brasil firmou uma parceria com a Central VR, situada em Araçatuba-SP, uma das mais tradicionais fornecedoras de genética de reprodutores Nelore do país, formando a ALTAVR Como resultado desta parceria, foi possível a aquisição de reprodutores das raças Gir Leiteiro, Tabapuã, Nelore Mocho, Guzerá, entre outros, bem como tornou-se possível a vinda de  reprodutores provados, oriundos dos EUA e Canadá, tanto das raças de corte quanto das de leite, para coleta no Brasil, através da VR. Em 1999 apresentou um crescimento de 29% em relação a 1998.

No ano 2000 , ALTAVR se alia a um novo  parceiro, a CENTRAL BELA VISTA, formando a ALTAVRBV.  O resultado é um "ELO DA GENÉTICA MUNDIAL" cada  vez mais forte, oferecendo o melhor da genética mundial. Com uma equipe cada vez mais capacitada, para prestar a melhor assistência e prestação de serviço ao pecuarista moderno. O resultado foi um crescimento de 31% em doses e faturamento  em relação a 2000.

           

 

 

 

01- GUIA DE INTERPRETAÇÃO DE PROVAS DE TOUROS AMERICANOS

Reginaldo Santos

 

Esta tradução refere-se aos catálogos americano e  espanhol.  Sendo assim, todos os itens serão escritos na seqüência: Inglês, Espanhol e Português.

USDA (02/01 )  PTA’ 99 / HPT99      TPI

MILK / LECHE/ LEITE       PTA%  / HPT %              R%/ C %           DAU - HERD / HIJAS - HATOS / FILHAS -  REBANHOS  

PROT. / PROTEINA

FAT / GRASA / GORDURA

NET MERIT/ MERITO NETO/ LUCRO LIQUIDO           $ /  R$

DAUGHTERS AVERAGE / HIJAS PROMEDIAN / MÉDIA DAS FILHAS

HFA USA TYPE SUMMARY (02/01)/ HA USA SUMÁRIO DE TIPO (02/01)

PTAT / HPTT

CALVING EASE/ FACILIDADE DE PARTO

                          

                                                        

LINHA 1 - USDA (02/01)United States Department of Agriculture. É o órgão oficial do Governo Americano, cujos   técnicos  são responsáveis pela prova de produção. Entre parênteses, aparece a data de divulgação da prova, que muda de 3 em 3 meses . As divulgações são em Fevereiro, Maio, Agosto e Novembro.

                                                                                            

 

BASE GENETICA - Refere-se à base genética para os valores da prova. Esta base genética é a média da produção das novilhas avaliadas nascidas em 1995. O valor desta média é então igualado à zero. Quando um touro apresenta + 1000 libras para leite, significa que a média de suas filhas avaliadas é de 1000 libras de leite acima do valor da base genética. Esta base genética muda a cada 5 anos. Neste valor (+ 1000 lbs) também interfere a prova de seus parentes mais próximos.

 

TPI - Índice total de performance. Fórmula que reúne Proteína: Gordura: Tipo: Composto de Úbere: Composto Pernas/Pés, Vida Produtiva (PL) e Células Somática (SCS)  . A fórmula da TPI é a seguinte:

 

TPI = [4[.714(PTAP) +.286 (PTAF) ] +2[.5(PTAT)+.33(UDC)+.17(FLC)]+1[.9(PL) - .1(SCS)]] 45+956

                           19                    22.5                 .7                 .8               .85            .9              .13

 

Quando aparece TM acima de TPI, significa  Trade Mk (Marca Registrada).

Trata-se da tpi oficial, calculada pela Associação de Gado Holandês Americano.

 

LINHA 2 -  Valor da prova para leite em libras (MILK = LECHE = LEITE). O valor da confiança da prova para leite é igual para  gordura e para proteína.

PTA/HPT - Habilidade prevista de transmissão de determinada característica. É a estimativa do potencial genético de um touro em transmitir produção/tipo à sua progênie, em comparação à base genética.

Exemplo:   PTAM/HPTL - Habilidade prevista de transmissão para leite

                  PTAP/HPTP - Habilidade prevista de transmissão para proteína

                  PTAF/HPTG - Habilidade prevista de transmissão para gordura

                  PTAT/HPTT - Habilidade prevista de transmissão para tipo

                                                                                    

R% / C% - Trata-se da confiança (repetibilidade) da prova. Está ligada ao número de filhas e na quantidade de rebanhos onde estão distribuídas.

Quanto maior o número de filhas e rebanhos, maior é a confiança da prova.

 

DAU /HERDS - HIJAS / HATOS - FILHAS / REBANHOS

DAU - abreviação de daughters ( filhas)

 

LINHA  3 - Valores da prova de proteína em libras, percentual, dólares, confiança da prova, número de filhas e rebanhos.

LINHA  4 - Valores da prova de gordura em libras, percentual, dólares, confiança da prova, número de filhas e rebanho.

 

 

LINHA  5  - Trata-se do lucro líquido do criador americano. Fórmula econômica onde aparece os ganhos com leite, gordura e proteína, subtraído os custos com alimentação, contagem de células somáticas, e acrescido de vida produtiva.

 

LINHA  6  - HÁ (HOLSTEIN  ASSOCIATION) -  Associação dos criadores de Gado Holandês Americano, é o órgão cujos técnicos são os encarregados da prova de tipo dos produtores. Entre parênteses, a data de divulgação da prova.

 

LINHA  7  - Habilidade prevista de transmissão de tipo, sua confiança, o número de fillas e rebanhos. É uma fórmula que reúne os dados da prova linear dos touros. Zero é a média do rebanho, quando positivo é melhorador.

LINHA 8  - Facilidade de parto. É realizado pela Holstein Association, visando prevenir quanto ao tamanho do bezerro nascido,evitando que se coloque reprodutores que produzem bezerros grandes em novilhas. O aconselhamendo para novilhas é de 10% para baixo (9%, 8%...).

 

 

 HA     LINEAR

INGLÊS

ESPANHOL

PORTUGUÊS

STATURE

( SHORT - TALL )

ESTATURA ( BAJA  - ALTA )

ESTATURA   (BAIXA  - ALTA)

STRENGHT

( FRAIL - STRONG )

FORTALEZA ( DEBIL - FUERTE )

VIGOR ( FORTALEZA)

(FRACA - FORTE )

BODY DEPTH

 ( SHALLOW - DEEP )

PROFUNDIDAD CORP

( POCO PROFUNDO - PROFUNDO )

PROFUNDIDADE CORPORAL

( RASO - PROFUNDO )

DAIRY FORM

( TIGHT - OPEN )

FORMA LECHERA ( ESTRECHA – ABIERTAS)

ANGULOSIDADE

( GROSSEIRA) - ANGULOSA )

RUMP ANGLE

( HIGH PIN - SLOPED)

ANGULO DE ANCA

( ISQUIONES ALTOS - INCLINADO )

ANG. DE GARUPA

 ( INVERTIDA - INCLINADA ) 

THURL WIDTH

( NARROW - WIDE )

ANCHURA DE ANCA

 ( ESTRECHA - ANCHA )

LARGURA DE GARUPA

 ( ESTREITA - LARGA )

REAR LEG SET

( SIDE VIEW ) (POSTY - SICKLE )

PATAS TRASEIRAS (VISTA  LAT.)( RECTA - ENCORVADAS)

PERNAS ( VISTA LATERAL)

 ( RETAS  - CURVAS )

REAR LEG SET ( REAR VIEW ) ( HOCK- IN -STRAIGHT )

PATAS TRASEIRAS

(VISTA DE TRAS)

( CERRADAS - RECTRA)

PERNAS ( VISTAS POR TRAS)

 

( FECHADAS - RETAS )

FOOT ANGLE

( LOW - STEEP )

ANGULO DE PEZUNA

( BAJO - ALTO )

ANGULO DO CASCO

( BAIXO - ALTO )

F &  L SCORE

( LOW - HIGHT )

PUNTAJE DE PATAS  Y PEZONES ( BAJO - ALTO ) 

ESCORE PERNAS/PÉS 

(BAIXO - ALTO )

FORE ATTACHMENT

( LOOSE - STRONG )

INSERCION UBRE ANTERIOR (DEBIL-FUERTE)

ADERENCIA DO UBERE ANTER.( FRACO - FORTE )

REAR UDDER HEIGHT

 ( LOW - HIGH )

ALTURA UBRE POSTERIOR

( BAJA - ALTA )

ALT.UBERE POSTERIOR

 ( BAIXO - ALTO )

REAR UDDER WIDTH

 ( NARROW - WIDE )

ANCHURA UBRE POSTERIOR

( ESTRECHA - ANCHA )

LARGURA UB. POSTERIOR

( ESTREITO - LARGO)

UDDER CLEFT

 (  WEAK - STRONG )

SOPORTE CENTRAL

 ( DEBIL - FUERTE )

SUPORTE CENTRAL

( FRACO - FORTE )

UDDER DEPTH

 ( DEEP - SHALLOW )

PROFUNDIDAD DE UBRE

 ( MUY PROFUNDA - ALTA )

PROFUNDIDADE DE UBERE

 ( PROFUNDO - RASO )

FRONT TEAT PLACEMENT ( WIDE - CLOSE )

COLOCACION DE PEZONES ( DISTANTES - JUNTOS )

COLOCAÇÃO DE TETOS

( ABERTOS - FECHADOS )

TEAT LENGTH

 ( SHORT - LONG )

LONGITUD DE PEZONES

( CORTOS - LARGOS )

TAMANHO DOS TETOS

 ( CURTOS - LONGOS )

UDDER COMP

 ( LOW - HIGH )

COMPUESTO DE UBRE

 ( BAJA - ALTA )

COMPOSTO DE UBERE

 ( BAIXO - ALTO )

FEET & LEGS COMP

 ( LOW - HIGH )

COMP. DE PATAS Y PEZUNAS ( BAJA - ALTA )

COMP. PERNAS/PÉS ( BAIXO - ALTO )

 

 

 

 

VIDA  PRODUTIVA  ( PL) – Prevê o tempo de permanência do animal no rebanho. É mensurado como o total de meses no rebanho para os 7 anos iniciais, com um limite de 10 meses por lactação.

 

CONTAGEM DE CÉLULAS SOMÁTICAS ( SCS) -  Calculada à partir da média das células somáticas para as primeiras 5 lactações ajustadas para a idade ao parto e estação. A média para a raça Holandesa é de 3.2. Não deve ser usada como critério principal para a escolha dos touros, mas sim como critério secundário, pois a  seleção para células somáticas é inversamente proporcional à produção de leite.

 

 STRESS DE ÚBERE (UDDER STRESS): Existe correlação negativa entre alta produção com longevidade do úbere. A tendência é quanto maior for a produção de leite imprimida por um touro em suas filhas, pior será as características do úbere destas matrizes. Como é muito importante que as vacas tenham alta produção, aliada a bons úberes, que mantenham esta alta produção por várias lactações, os pesquisadores americanos desenvolveram uma fórmula com esta finalidade, denominada UDDER STRESS (“Cansaço” do Úbere). Quanto maior for este valor, melhor .

 

 

STATURE = ESTATURA - Segundo pesquisas realizadas nos E U A,  as melhores vacas são aquelas de altura mediana (+ ou - 1.42). Quanto maior a vaca, maior a quantidade de leite produzido, só que é maior também a necessidade de alimentos. Como decorrência, no final da lactação, uma vaca de estatura mediana apesar de ter produzido alguns quilos a menos, gastou menos com alimentação, tornando-se mais lucrativa para seu proprietário. No linear, acima de zero significa estatura  acima da média e abaixo de zero, mais baixa que a média.

 

STRENGTH = FORTALEZA = VIGOR - É analisada a abertura de peito da fêmea, bem como as primeiras costelas, logo abaixo da paleta. Deve ter uma boa abertura peitoral e as costelas não devem ser fechadas, tornando o animal “acoletado”. Isto representa a capacidade cardíaca da matriz. Deve ser forte e em harmonia com a vaca. Acima de zero é forte e abaixo fraca.

 

BODY DEPTH = PROFUNDIDADE CORPORAL - Observamos a matriz de lado, toda a área compreendida entre a linha de dorso e a linha ventral, principalmente a região de transição entre tórax e abdômen. Indica a capacidade digestiva e respiratória. Deve ter profundidade acima da média. A direita é profunda e a esquerda é rasa, de pouca profundidade.

 

DAIRY FORM = FORMA LECHERA = ANGULOSIDADE - Várias características estão compreendidas neste item. A principal são as costelas, que devem ser bem arqueadas e voltadas para o posterior da vaca, com um espaço de 2 a 3 dedos entre as últimas costelas; deve ter a linha de dorso plana e forte, além de ser descarnada; os membros posteriores não devem ser grosseiros nem pesados; os ossos devem ser leves e achatados; os jarretes limpos; narinas dilatadas; pescoço fino e cabeça leve. Resumindo: a vaca deve ser leve e feminina. Acima de zero é o ideal.

 

RUMP ANGLE = ANGULO DE ANCA = ANGULO DE GARUPA -  A garupa deve ter uma inclinação entre íleos e ísquios de aproximadamente 5 centímetros ( 2 polegadas) nas raças Holandesa e Pardo Suíço, e 2,5 centímetros (1 polegada) na raça Jersey. Acima de zero indica garupa escorrida (típica de animais de sangue Zebú) e abaixo de zero indica garupa invertida (ísquios altos) que traz problemas de parto e de limpeza no pós parto. O ideal é o mais próximo possível do zero                    (de  - 1 a + 1 ).Esta caracter;istica também esta relacionada com a altura do úbere posterior quanto mais escorrida for a garupa, mais será o úbere do animal

 

THURL WIDTH = ANCHURA DE ANCA = LARGURA DE GARUPA - Devem ser largas, com boa abertura entre os ísquios, os íleos, com boa colocação da coxa - femural, para que o animal tenha boas condições de parto. Acima de zero são largas e abaixo são estreitas. Quanto mais larga for a garupa, a tendência é que o úbere posterior também seja largo.

 

REAR LEG SIDE VIEW = PATAS TRASEIRAS (LATERAL) = PERNAS (LATERAL) - As pernas, na altura do jarrete, devem apresentar uma ligeira curvatura, que não pode ser acentuada. Acima de zero indica pernas muito curvas e abaixo de zero, pernas retas. O pior problema são as pernas curvas em  demasia, que fazem com que o talão dos cascos sejam gastos de forma muito rápida, ficando “achineladas”, diminuindo a vida útil do animal. Também causam muita dor nas articulações, fazendo com que a vaca ande menos, coma menos e produza menos. O ideal é pontuação o mais próximo possível de zero.

 

REAR LEG REAR VIEW = PATAS TRASERAS ( VISTAS DE TRÁS) = PERNAS (VISTAS POR TRÁS) - O ideal é que sejam positivas, indicando que são abertas e paralelas. Quando negativas, é indicativo de jarretes fechados, nada desejáveis.

                                                                     

FOOT ANGLE =ANGULO DE PEZUNA = ANGULO DOS CASCOS - Devem ter os cascos bem altos, com os talões fortes e angulo de 45º nas pinças. Esta bastante relacionado com a longevidade da vaca e é a característica que  possuí a menor porcentagem de herdabilidade (15%)

Acima de zero indica bons cascos e abaixo é indesejável.

 

FEET & LEGS SCORE = PUNTAJE DE PATAS Y PEZUÑAS = ESCORE PERNAS/PÉS - Trata-se de uma pontuação (classificação) feita pelos técnicos da HOLSTEIN USA ( Associação dos Holandeses Americanos), referente as pernas da fêmea, que devem ser paralelas, jarretes limpos e que devem andar bem, sem forçar. O ideal é acima de zero.

 

FORE UDDER ATTACHMENT = INSERCION UBRE ANTERIOR = ADERENCIA DO UBERE ANTERIOR - Os úberes anteriores devem ser bastante aderidos à barriga do animal, além de serem longos, indo com bastante harmonia o mais á frente possível, não devendo sair das tetas e subir em direção à barriga com formação de “bojo”. O ideal é acima de zero.

 

REAR UDDER HEIGHT = ALTURA UBRE POSTERIOR = ALT. UBERE POSTERIOR - Deve ser o mais alto possível. O ideal é o úbere cuja implantação esta 4 dedos abaixo da vulva, o que não acontece com a grande maioria das nossas vacas, principalmente as azebuadas. Quanto mais positivo melhor.

 

REAR UDDER WIDTH = ANCHURA UB. POSTERIOR = LARGURA UB.POSTERIOR - É evidente que quanto mais largo forem os úberes posteriores, melhor, pois  acarreta em maior área de produção e armazenamento de leite. Quanto mais positivo melhor.

 

UDDER CLEFT = SOPORTE CENTRAL = LIGAMENTO CENTRAL - É uma das características de maior importância para o úbere, pois é este  ligamento que mantém o úbere preso à barriga do animal. Para suportar altas produções por várias lactações, deve ser bem forte, bastante evidente. Quanto mais positivo melhor.

 

UDDER DEPTH = PROFUNDIDAD DE UBERE = PROF. DE UBERE - Demonstra a altura do úbere em relação ao solo. O úbere ideal, apresenta o seu assoalho (desprezar as tetas ) aproximadamente 10 centímetros acima do jarrete da vaca. Não deve ser negativo, que indica uberes profundos, sujeito à traumatismos e que dificultam a ordenha mecânica.

 

FRONT TEAT PLACEMENT = COLOCACION DE PEZONES = COLOCAÇÃO DE TETOS  - Os tetos anteriores devem estar implantados no centro dos quartos do úbere. É preferível  os tetos positivos, indicativos de posição mais central, que os negativos que significam tetos abertos, colocados na lateral dos quartos. Quanto mais lateral, maior a dificuldade de ordenha mecânica.

 

TEAT LENGTH = LONGITUD DOS PEZONES = TAMANHO DOS TETOS  - O teto ideal deve ter de 5 a 7 centímetros de comprimento e não devem ser muitos grossos. Também  relacionam-se à facilidade de ordenhadeira mecânica.

 

UDDER COMP = COMPUESTO DE UBRE = COMPOSTO DE ÚBERE - Fórmula que reúne todas as características lineares referentes ao úbere, menos tamanho de tetos.

C.U.= ( Prof. Ub. X 0.30) + (Ad. Ub. Ant. x 0.16) + (Coloc. Tetos x 0.16) + (Alt. Ub.P.x 0.16) + (Larg.Ub.P.x 0.12) + (Sup.Cent.x0.10)

 

FEET & LEGS COMP = COMP. PATAS Y PEZUNAS = COMP.PERNAS/PÉS - Fórmula que reúne todas as características referentes aos aprumos. Utiliza 50:50 dos três itens lineares combinado com o Escore Pernas/Pés. Os três itens são calculados da seguinte forma:

(0.48 x ang. de casco) + (0.37 x Pernas por traz) - (0.15 x Pernas - lateral).

Com valor obtido chega-se ao Composto Pernas/Pés:

Comp.Pernas/Pés =( 0.5 x resultado dos 3 itens lineares) + (0.5 x Escore Pernas/Pés)

 

Menos usados, existem ainda mais dois compostos.

 

BODY COMP = COMPOSTO CORPORAL   - Reúne Estatura, Profundidade Corporal, Angulo de Garupa e Largura de Garupa.

 

DAIRY COMP = COMPOSTO DE CARAC. LEITEIRAS  - Reúne Angulosidade e Vigor.

 

 

                                                                                  SUFIXOS  

 

Como podem notar, sempre na frente do nome dos reprodutores, aparecem algumas letras, cujo significado damos a seguir:

 

ET -  Significa que o touro é produto de Transferência de Embriões.

BL -  Reprodutor  é portador de BLAD. (Deficiência da Adesão de Leucócitos Bovinos). Hoje não se coleta sêmen de animais portadores.                                                                                                      

       

TL -  Reprodutor testado livre para BLAD

DP -  Portador de DUMPS (outra doença hereditária)

TD -  Testado livre para DUMPS

RC -  Portador de fator recessivo para a cor vermelha

TW - Abreviatura de TWIN. Significa que touro é nascido de parto gemelar (gêmeos). Isto na raça Holandesa.

         Na raça Pardo-Suiço, TW significa portador de uma doença que causa falta de coordenação motora.                                                                                                  

                                                     

            CLASSIFICAÇÕES DAS VACAS   (TIPO)

 

 

P    - (POOR)    Fraca - Quando classificada de 50 a 64 pontos.

F    - (FAIR)       Regular - Quando classificada de 65 a 74 pontos.

G   - (GOOD)    Boa (B) -  Quando classificada de 75 a 79 pontos.

GP - (GOOD PLUS) (B +) - Boa para mais. Quando classificada de 80 a 84 pontos.

VG - (VERY GOOD) - Muito Boa (MB). Quando classificada de 85 a 89 pontos.

EX - (EXCELLENT) - Excelente (E). Quando classificada 90 pontos ou mais.

 

            TÍTULOS

 

GM    (GOLD MEDAL)   Medalha de Ouro ( MO )

GMD (GOLD MEDAL DAM)  Mãe Medalha de Ouro

DOM (DAM OF MERIT)  Doadora de Mérito.                                      

 

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02-GUIA DE INTERPRETAÇÃO DE PROVAS DE TOUROS CANADENSES

André Bruzzi Corrêa

 

Informações de Produção/  Provas de produção

 

A Canadian Dairy Network (CDN) é responsável por calcular as provas de produção, utilizando todas as lactações das filhas dos touros. O método usado é o Modelo Animal, que compara as filhas de primeira lactação (2 anos) do touro com as filhas de primeira lactação (2 anos) de outros touros e, filhas de mais lactações do touro com filhas de mais lactações dos outros touros, sempre dentro do mesmo rebanho-ano-estaçào. Os dados são pré-ajustados para a Equivalência na Maturidade e o ajuste TRAP (Tempo-Região-Idade-Parição), dentro do Modelo Animal remove qualquer variação não - genética.

                      

Base móvel de produção

O Canadá utiliza o sistema de Base Móvel, que avança anualmente e que em 2000 inclui todas as vacas paridas em 1998, ou seja, sempre as vacas paridas 2 anos atrás. A média deste grupo base de vacas é forçado a ser igual a 0 kg EBV (Valor Estimado de Criação) para Leite, Gordura e Proteína. Os touros ativos serão, em média, mais altos que a base, uma vez que suas provas são expressas nesta base de vacas e o progresso genético dos touros é mais rápido do que o das vacas.

 

O Canadá utiliza EBVs

As provas de produção são expressas em kg na Equivalência na Maturidade e o formato usado para expressar as provas é o Valor Estimado de Criação (EBV). Para converter para ETA (Valor Estimado de Transmissão), basta dividir os valores (em kg e em  %) por dois.

                     

 Desvio Padrão

Um desvio padrão é a distância que se deve desviar da média da população para qualquer característica de forma a incluir 68% desta população.  

 

Conformação/  Provas de Tipo

As provas de tipo, de responsabilidade da Holstein Canadá, são calculados pela Universidade de Guelph usando a tecnologia do Modelo Animal. A prova de conformação do touro é baseada na primeira classificação de suas filhas de primeira lactação, utilizando-se o sistema linear de classificação para tipo. As filhas são pontuadas dentro de uma escala de 1 a 9 para as características descritivas e, estas formam a base para gerar a pontuação das características maiores. Estas pontuações  formam a base utilizada para comparações, resultando na prova do touro. As pontuações de conformação são expressas dentro do princípio de expansão da base, onde os touros incluídos nesta base são forçados a uma média 0 para cada característica de tipo. O desvio padrão para as características de tipo é fixado em 5.2.  As provas publicadas de Pontuação Final usam as reclassificações para indicar o quanto potencialmente melhoram as filhas de um touro quando elas entram na maturidade.

 

Como Usar as Provas de Tipo

1-     Usando as Características Maiores, o grupo de touros pode ser reduzido.

2-     As Características Descritivas especificam os pontos a serem melhorados.

Ex: a) Selecione os touros que melhoram Pernas e Pés

       b) Selecione aqueles que especificamente melhorem ângulo do pé.

Características de Pontuação Intermediária

Para algumas características, valores intermediários são considerados ideais. Aprumos Posteriores Vista Lateral e Angulo Pélvico são duas em que a pontuação ideal na vaca, dentro da escala de 1 a 9, é 5. Como alguns touros são mais variáveis na distribuição das filhas, medir a correção provou ser muito importante. Como resultado, duas características extras, Colocação dos Aprumos Posteriores e Colocação dos Ísquios nos fornecem uma melhor visão daqueles touros que têm mais probabilidade de produzir filhas com pontuação ideal para estas características.

 

Duas novas características, disponíveis somente para os touros Holandeses, Profundidade de Ubere e Comprimento dos Tetos Anteriores, também são fornecidas em formato de pontuação intermediária. Estas duas, bem como Aprumos Posteriores Vista Lateral e Angulo Pélvico, não têm sinal positivo ou negativo junto com a pontuação. Elas são simplesmente expressas do lado direito ou esquerdo da média, com uma letra designando a tendência. Quanto mais alto o número, maior a porcentagem de filhas que apresentam a tendência.

 

Características Auxiliares

Algumas avaliações genéticas são fornecidas como  ferramentas secundárias de manejo. Ao evitar o uso de touros significativamente abaixo da média da raça para estas características, pode-se aumentar a eficiência do programa genético do rebanho.

 

Velocidade de Ordenha e Facilidade de Parto

A tecnologia do Modelo Animal classifica os touros em uma escala percentual. No caso de velocidade de ordenha, essa porcentagem equivale a filhas do touro que foram classificadas pelos produtores como médias ou de ordenha rápida, enquanto que para Facilidade de Parto, a pontuação equivale a porcentagem de partos médios, não observados ou fáceis. Quanto maior o percentual para estas duas características, menos se espera partos difíceis ou ordenhas lentas. As provas de Facilidade de Parto só se aplicam para a raça Holandesa.

 

Pontuação de Células Somáticas

Usando a mais moderna tecnologia do Modelo Dia de Teste, as provas de Pontuação de Células Somáticas (SCS) agora estão disponíveis. As provas variam de 2,5 a 3,5, onde a média é 3.0. Valores menores são desejáveis. Touros com pontuação acima de 3.25 devem ser usados com cautela, uma vez que suas filhas são mais susceptíveis a mastite.

 

Vida Útil

Dados relativos a descarte, coletados pelas agencias de controle leiteiro, ajustados para os níveis de produção das vacas, servem de base para as provas de longevidade dos touros. Estes dados de descarte são combinados com dados de tipo, promovendo descarte involuntário e os dois dados são pesados para maximizar a confiabilidade para as provas de Vida Útil (HL). As provas vão de 2.5 a 3.5, com uma média de 3.0 lactações. Ate que a Segunda geração de filhas forneçam mais dados, a confiabilidade para Vida Útil é muito baixa para ser usada como critério primário de seleção. Evitando um uso demasiado de touros cujas provas de Vida Util sejam abaixo de 3.0 ajudará a manter longevidade no rebanho.

 

Índices de Seleção

Com o objetivo de auxiliar os produtores na seleção dos touros, dois índices são fornecidos. O Índice de Lucratividade Vitalícia (LPI) coloca uma maior ênfase em produção e é fortemente suportado por características de tipo que, reconhecidamente afetam a rentabilidade. O LPI  coloca 60% de ênfase em produção e 40%  em tipo. Um segundo índice é conhecido como Valor Econômico Total (TEV) e é expresso em dólares canadenses. O TEV coloca uma maior ênfase em produção, suportado por Vida Útil e Pontuação de Células Somáticas, com ênfase de 64%, 26% e 10% respectivamente. Esta é uma ferramenta baseada em produção, promovendo uma sustentada melhoria em Vida Útil e Sanidade de Úbere.

 

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03 - Revisão técnica :

a)Angulo de garupa

André Bruzzi Corrêa

 

Um guia de interpretação dos valores das características de angulo de garupa no linear dos touros

 

A característica angulo de garupa é com freqüência mal interpretada quando observada na prova linear do touro.

Isto se deve ao fato da maioria das pessoas desconhecer o que a média da raça (o valor 0) realmente significa, e a diferença em relação à média que você precisa utilizar para obter certos extremos.

Nos Estados Unidos, a média para angulo de garupa à maturidade é definida como a garupa com 3,8cm de inclinação de Ílio a Ísquio. Se um touro transmite esta garupa a todas as suas filhas à maturidade ele terá um valor igual a 0 para ângulo de garupa. Um valor positivo para a característica ( maior que 0) significa que as filhas do touro possuem mais de 3,8 cm de inclinação de garupa à maturidade. Um touro com + 3 para angulo de garupa produzirá filhas que, à maturidade terão 6,6 cm de inclinação de Ílio a Ísquio. Sendo esta característica multi-direcional, o oposto é verdadeiro para valores negativos para ângulos de garupa. Um touro com valor –3 para a característica vai gerar filhas com garupas bem niveladas e, praticamente, nenhuma inclinação de Ílio a Ísquio. Atualmente um touro com valor de –2 transmitirá uma ligeira inclinação, o que é considerado ideal para a maioria dos juizes nas exposições.

Assim você não pode olhar apenas se o número é positivo ou negativo para dizer o que é ideal . Tudo depende de qual é a média para a característica e quais os objetivos de seleção. Se você estiver buscando garupas niveladas, você deve utilizar touros com valores negativos para a característica. Se você estiver buscando abaixar a garupa invertida de uma vaca, você deve selecionar touros com valores positivos( aumentar a caída da garupa). A apresentação da barra de linear é freqüentemente mal interpretada por que + e – não indicam o que é mais desejado e sim a direção da característica. Quando você estiver interpretando valores lineares, primeiro saiba o que seus clientes desejam, e então direcione a eles o touro que melhor encaixe em suas necessidades. Em alguns casos estas necessidades vão ser melhor supridas com touros com valores negativos para a característica.

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b) Por Que se preocupar com Pernas e Pés em acasalamentos?

 

 

Dr. David Selner- Diretor de Programas de Progênie da Alta Genetics

FONTE: Holstein World  / Jan 99  - Tradução: André Bruzzi Corrêa

 

Eu devo selecionar para Pernas e Pés? Esta é a pergunta que vários criadores fazem. Eles querem vacas longevas, mas questionam que a herdabilidade para todas as características de pernas e pés é menor que as demais características do linear. Com baixa herdabilidade, um menor progresso deve ser esperado a cada geração. A baixa herdabilidade sugere que a avaliação de pernas e  pés de uma vaca pode ser pontuada diferentemente devido ao ambiente, ao invés dos fatores genéticos daquela vaca. Em outras palavras, a aparência atual das suas pernas e pés não reflete necessariamente  sua habilidade para transmitir características de pernas e pés.

Par se Ter uma idéia precisa do valor das características de pernas e pés em seu rebanho e em seu programa de seleção, devemos considerar também  o lado do touro. Apesar da herdabilidade para estas características ser baixa, existe uma grande diferença na habilidade prevista de transmissão (PTA) dos touros.  O PTA usa correlação de dados em irmãs e outros parentes, bem como dezenas de avaliações em filhas que podem mostrar um retrato preciso da habilidade do touro em corrigir a estrutura de pernas e pés de sua progênie.  Este modelo  animal nos dá dados suficientes para ranquear os touros para todo o melhoramento de pernas e pés. Isto significa que você pode ser bem seletivo na escolha de um grupo de touros para melhorar a genética de seu rebanho para pernas e pés.

 

O “Composto Pernas e Pés” calculado pela Holstein Association é uma ferramenta efetiva para seleção e melhoramento de pernas e pés. Este composto utiliza as características que a pesquisa identificou como sendo as mais importantes para longevidade: um alto angulo de casco, pernas com tendência a retas  pela vista lateral, pernas paralelas pela vista posterior, e uma excelente mobilidade. Vários estudos mostraram que o angulo de casco e mobilidade são os dois maiores componentes para aumentar a longevidade .

 

O impacto na lucratividade

 

Pernas e pés definitivamente contribuem para longevidade e lucratividade. Depois de baixa produção, mamite e problemas reprodutivos, pernas e pés são a razão mais comum para descarte. Se você considerar ainda a contribuição potencial de pernas e pés para outros problemas, isto fica ainda mais importante. Por exemplo, vacas com mobilidade diminuída não são competitivas no cocho de alimentação, e vacas com problemas de casco as vezes não exibem sinais de cio. Então, pernas e pés pode ser a causa real por baixa produção, mamite ou problemas reprodutivos.

Pesquisas tem demonstrado que a correlação genética entre redução de produção e problemas de pernas e pés é positiva. Assim, o resultado de um programa de seleção com ênfase para leite , gordura ou proteína, ignorando pernas e pés, será um aumento dos problemas de aprumos.

 

Claramente,  para aumentar a longevidade de seu rebanho e diminuir os custos com problemas de sanidade, é necessário incluir o melhoramento genético para pernas e pés como um dos objetivos de seu programa de seleção. Quando você estiver escolhendo os touros para usar em seu rebanho, use um índice que inclua estas características juntamente com características de produção para atingir o potencial máximo de seu rebanho.

 

Eu não acredito que baixa herdabilidade é uma razão para se ignorar as características de pernas e pés. Os valores genéticos para estas características podem ser bem maiores do que os valores que atualmente medimos. A baixa herdabilidade pode ser causada pela nossa inabilidade de medi-los precisamente. Pesquisas tem mostrado que quando o angulo de casco é medido, ao invés de ser apenas observado e pontuado por um avaliador, a herdabilidade é maior. Adicionalmente, um estudo avaliando os escores de pernas, vista lateral e vista posterior, indicou que repetidas observações após a movimentação do animal foram melhores do que apenas uma única avaliação com o animal parado. O casqueamento é um outro fator que pode mudar a aparência e consequentemente, a avaliação linear das características de pernas e pés. Todos estes fatores somados a  pequena confiança de avaliações individuais, resulta em baixa herdabilidade, mas isto não significa que este dado não é valioso.

 

Uma coleta de dados mais precisa melhoraria a acurácia das avaliações individuais,  mas melhorias nas técnicas de avaliação e coleta de dados, teria um custo proibitivo. Eu acredito, que se a indústria decidir por melhores dados de pernas e pés para um ganho genético superior, então deveria Ter a colaboração dos criadores. Eles tem capacidade de fornecer informações adicionais. Os classificadores fazem um bom trabalho mostrando a diferença entre animais e entre diferentes ambientes, mas eles ainda vêem  o animal apenas uma vez. Informações extras fornecidas pelos criadores em tais características, como mobilidade, casqueamento, laminite e podridão de casco, serão muito valiosas na obtenção de valores de seleção mais precisos. Combinando esta informação com as características atuais deve aumentar a acurácia dos PTA para vacas e touros, tornando mais fácil a seleção de vacas lucrativas.

 

 

 

c) ANALISANDO AS CARACTERISTICAS DE ÚBERE

Shelly Lammers- FONTE: Hoard’s Dairyman   / February  99  - Tradução: André Bruzzi Corrêa

 

Se uma vaca é conhecida por alguma virtude , sem dúvida é por seu úbere. A primeira característica de destaque em uma vaca de leite é sua produção. Depois disto, se deseja que ela tenha ótimas condições de saúde para que permaneça em lactação por vários anos . Isto é a chamada longevidade. Uma das características lineares que mais influencia esta longevidade é a boa qualidade de úbere. Se uma vaca tem ligamentos de úbere fracos ou desenvolve mamite, sua produtividade está comprometida e ela estará fadada ao descarte.

 

Dados os efeitos do úbere sobre a longevidade, produtividade e rentabilidade, é razoável que o úbere tenha um peso elevado na avaliação dos classificadores da Holstein Association . Com um peso de 40 pontos dentro dos 100 pontos da classificação total, as características de úbere atraem a maior atenção seja na pista de julgamento, nas decisões de tipo para seu programa reprodutivo,  ou no dia em que se realiza a classificação do animal.

Na categoria úbere, constam sete características na tabela de classificação da Holstein. Existe uma oitava característica, “Inclinação de úbere”, que está sendo investigada atualmente pela Holstein Association e poderá , no futuro, ser considerada oficial.

 

Uma das características mais importante é a profundidade de úbere .  A profundidade do úbere é medida  pela relação do assoalho do úbere (não se consideram os tetos) e o jarrete. Quando o piso do úbere está na  altura do jarrete, recebem 15 pontos. Para cada 2.5 cm de diferença do úbere em relação ao  jarrete , se somam (acima do jarrete) ou subtraem (abaixo do jarrete)  5 pontos .

 

O suporte central é formado pelo ligamento suspensório médio , e divide o úbere em duas metades bem definidas. Mede-se a  triangulação formada pela base dos tetos e o suporte central, na parte baixa posterior do úbere. A avaliação de 20 pontos indica uma distância de 3.25 cm e a avaliação linear move-se um ponto a cada 1.6 mm.

 

A largura de úbere posterior é medida na parte alta da inserção posterior do úbere (início do tecido secretor), que não é necessariamente a parte mais larga do úbere posterior. Uma largura de 14 cm recebe 25 pontos, valendo 10 pontos cada 2.5 cm.

 

A altura do úbere posterior também  tem início na parte alta do tecido secretório. É medida como a distância entre a parte baixa da vulva e o início do tecido secretor. Uma distancia de 26.7 cm recebe 25 pontos. A escala move-se 10 pontos lineares a cada 3.6 cm.

 

De acordo com a tabela de avaliação linear da Holstein a inserção de úbere anterior ideal  é forte, moderadamente larga e curva-se gradualmente até unir-se suavemente á parede abdominal. Quando se avalia esta característica, a força é a chave e não se mede a forma ou comprimento.

 

O comprimento dos tetos (anteriores) ideal é 5,7 cm e cada 1.3 cm de variação valem 10 pontos. Se houver uma diferença de comprimento entre os tetos, meça o mais comprido.

 

Na avaliação da colocação dos tetos anteriores ( não se avaliam os posteriores), apesar de 25 pontos representarem tetos centralmente posicionados, a avaliação de 30 a 35 é a ideal. Tetos implantados para fora dos quartos recebem pontuação baixa e para dento dos quartos recebem pontuação alta.