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Nutricional
Minerais

Sanitário
vacinas
Vermes e Vermífugos
Os riscos do homem
Manejo Geral
Os lotes
A identificação
A Tropa
Sinuelos
Pastos e Sub-Divisões
Vacas amojadas
Recém nascidos
Mamando
Desmame
Estresse da desmama
Desmame precoce
Recria
castração

Manejo reprodutivo

Reprodução
Fertilidade
Fecundação
Sanidade na reprodução
Cuidados com os machos
Cuidados com as fêmeas
Principais
enfermidades

Brucelose
Leptospirose
IBR-IPV
BVD
Trichomonose
Campilobacteriose
Estação Reprodutiva
Estação reprodutiva de novilhas
Estação reprodutiva
de vacas

Primíparas
Descanso pós parto
Descarte
Idade
A infertilidade e o aborto
Habilidade materna
Reposição de matrizes
Eficiência reprodutiva
Diagnóstico de
gestação

Comentários

Introdução Assistência
veterinária

Cursos de I.A.
Inseminador

Embalagens de sêmen
Pellets
Ampola
Minitubo
Palheta média Palheta fina

0
0

Manejo com o botijão
Distribuição de temperaturas no botijão

Ovários
Trompas uterinas
Útero
Cornos uterinos
Corpo uterino
Colo ou cérvix uterina Vagina
Vulva

Puberdade
Ciclo estral

Pré cio
Reconhecimento do cio
Cio
Momento ideal de inseminacaor
Pós cio
Anestro fisiológico
Anestro
Puerpério fisiológico
Hemorragia de metaestro
Cio de encabelamento
Cio silencioso
Gestação
Intervalo parto-concepção
Intervalo entre partos

Com palheta média, palheta fina ou minitubo
Com ampola



11. APARELHO GENITAL DA FÊMEA BOVINA

O conhecimento da anatomia e fisiologia dos órgãos genitais da vaca é de suma importância para melhor aproveitamento da Inseminação Artificial.

Aqui, pretendo descrever apenas de modo superficial noções anatômicas relativas ao aparelho genital da vaca, que possam auxiliar na atuação do exercício da Inseminação Artificial.

A figura seguinte mostra o aparelho reprodutivo da vaca.

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11.1. OVÁRIOS

Com a função de produção de óvulos e hormônios (estrógeno e progesterona), em nº de 2, de cor branco rosada, com tamanho variável (em média 3-4 cm de comprimento por 2-3 cm de largura) de acordo com a idade, raça, condições alimentares e fase do ciclo estral (grão de feijão até ovo de pombo), encontrados, em geral, no chão da bacia em sua porção anterior, ou fora desta em caso de gestação, no puerpério (logo após o parto) ligados às trompas uterinas pelos ligamentos meso-ovários e útero-ovários, recobertos por uma camada de peritônio.

11.2. TROMPAS DE FALÓPIO, TROMPAS UTERÍNAS, OVIDUTO

De formato sinusóide com finalidade básica de captação e condução do óvulo; receber o espermatozóide para ali acontecer a fecundação; transportar o óvulo (fecundado ou não) para dentro da cavidade uterina.

11.3. ÚTERO

De estrutura músculo-membranosa que, em sua parte distal, é onde se dá a nidação (fixação) do óvulo fecundado e o desenvolvimento da gestação.

11.4. CORNOS UTERÍNOS

Em número de 2 e formato cilíndrico, suspensos pelos ligamentos largos, medindo no animal adulto em torno de 20 a 40 cm e um diâmetro entre 1,5 a 5 cm, variando consideravelmente com a idade e a raça do animal.

11.5. CORPO UTERINO

Também cilíndrico achatado na sua parte anterior, bifurcando-se para formar os cornos uterinos, medindo em torno de 2 a 5 cm de comprimento com 2 a 5 cm de diâmetro (em sua porção inicial, após passar o último anel cervical, é o local onde o sêmen deve ser depositado quando do momento da Inseminação Artificial).

11.6. COLO OU CÉRVIX UTERINA

De todas as porções do aparelho genital, é de grande importância tecer alguns comentários a respeito do colo uterino ou cérvix. Esta estrutura é a base de todos os trabalhos de Inseminação Artificial, e, por isso mesmo, o inseminacaodor deve conhecê-la muito bem.

Com cavidade reduzida, formado por anéis cartilaginosos com função específica de fechamento do canal, de consistência mais dura, onde sua cavidade reduzida longitudinalmente, liga a vagina ao corpo do útero.

Seu tamanho , espessura e forma diferem de animal para animal (medindo de 5 a 15 cm, normalmente).

Existem raças em que o colo é menor e noutras, ele é maior. Nas novilhas o colo é sempre menor e mais fino, aumentando de tamanho à medida em que o animal tem partos sucessivos. Em vacas a sensação é semelhante a de estar pegando em um "pescoço de frango".

Raramente pode haver a existência de duplicidade de colo, dividido por um septo longitudinal, mas quando isso ocorre, normalmente um é "falso", ou seja, sem continuidade; a menos que haja duplicidade de todo o aparelho genital.

Há necessidade de, em treinamentos práticos em peças de matadouro e posteriormente nas vacas, conhecer e saber a importância de sua localização. Vale a pena lembrar que, ao segurar-se o colo com a mão esquerda, através do reto, o inseminacaodor deve empurrá-lo para adiante.

Assim procedendo, as paredes da vagina serão esticadas, facilitando a passagem do aplicador através da mesma até a introdução no primeiro anel do colo uterino (que está localizado no fundo de saco vaginal).

Daí em diante, o inseminacaodor não deve empurrar mais o aplicador (apenas), mas também fazer movimentos suaves com a mão esquerda, trazendo o colo para o aplicador (vestindo), passando por todos os anéis, até chegar no ponto exato (após o último anel cervical, no início do corpo do útero) onde o sêmen deve ser depositado lentamente.

Se o inseminacaodor deixar o sêmen além deste ponto, comete dois graves erros:

- Primeiro: o aplicador, se introduzido dentro do útero, pode provocar lesões no endométrio ( parede mais interna do útero).

- Segundo: pode acontecer que o sêmen seja todo colocado em um dos cornos mais profundamente. Assim procedendo, a sua possibilidade sucesso será em grande parte prejudicada, pois a ovulação poderá ocorrer no ovário oposto. Quando o sêmen é depositado no início do corpo do útero, haverá sempre espermatozóides em ambas as trompas, para a fertilização do óvulo.

Um ponto que merece ser lembrado refere-se à passagem do aplicador pelo colo uterino que é muito facilitada por ocasião do cio, pois o colo além de aberto, está lubrificado pelo muco.

Vacas de colo sinuoso, com impossibilidade de passagem do aplicador devem, sempre que possível, ser eliminadas do programa, pois o sêmen sendo depositado no interior do colo uterino, reduz as possibilidades de ocorrer a fecundação.

11.7. VAGINA

Está localizada entre o colo do útero e os lábios vulvares, com forma tubular e diferentes diâmetros internos em conseqüência do grande número de pregas, apresenta um comprimento aproximado de 30 cm. Sua porção cranial em formato de fundo de saco, na qual se encontra a porção vaginal da cérvix (entrada do colo) é denominada de fórnice vaginal (fundo de saco vaginal).

Ainda em sua parte inferior, possui o orifício externo da uretra, e o inseminacaodor deve estar atento para quando da introdução do aplicador este deve ser posicionado de tal forma que não encontre este orifício, evitando de fazer a introdução do aplicador na uretra, o que poderá causar ferimentos e infecções além de não atingir o objetivo da Inseminação Artificial.

11.8. VULVA

Responde pelo fechamento externo do trato genital feminino através dos lábios vulvares.

Externamente acha-se recoberta por pêlos com mucosa e pele de pigmentação própria da raça, tendo na sua parte inferior o clitóris (órgão de excitação feminino onde o inseminacaodor deve fazer a massagem logo após o ato de inseminacaor).

Normalmente a vulva tem uma situação vertical em relação ao corpo do animal.